Apego, desapego - reduzir para adequar na vida moderna


Verão passou a ser praticamente a estação dos lugares por onde percorro nos últimos anos. Se não é verão é primavera com a temperatura nas alturas. E isso significa que aquela pilha de sweaters e casacos que juro usar um dia, andam mofando nas gavetas esperando uma viagem qualquer, mas ela nunca chega, nem sei se chegará. Se chegar, a bem da verdade não é necessário mais que dois, talvez três. Ciente desse número, indago por que ainda estão lá aquelas pragas ocupando lugar?  Teimosia, apego, essa é a definição. Ah, essa palavra, apego. Ando trabalhando para apagá-la definitivamente do meu linguajar ou seria do consciente? Não sei se conseguirei, é dificil, são noites e dias mentalizando que o desapego faz bem a alma, renova, não dá trabalho pra mudar, não ocupa espaço. Fácil falar, penoso cumprir, ingerir...Ninguém leva junto quando morre mais do que aquilo que veste, certo? E ainda leva para deteriorar, decompor....

Mudar de vida, de casa, de estilo, este último nem tanto, continuará quase igual, mas queria que fosse radical. O tempo muda quatro vezes ao ano (não nos paises tropicais vamos ser francos...), e por que o ser humano não pode mudar? É uma luta que pretendo seja finalizada o quanto antes. É quase uma dor o desfazer do que não se quer deixar. Pra muitos é hilário senão ridículo. São roupas, sapatos e bolsas baratas etc. Mas foram anos de luta, foi o que pude comprar. Não uso, não faz falta, mas o apego...esse diacho de verbo, irrita. Houve até uma matéria no Canadá sobre a necessidade de mudanças, de redução para adequar aos pequenos apartamentos de hoje. Matéria completa AQUI.

Mudança é sempre para melhor, é o que sonhamos, o que queremos e o que se almeja qualquer ente vivo. E tudo parece caminhar para o pior na minha concepção, talvez até não seja, mas sinto isso, porque a idade está avançada, e não tenho lar pra chamar de meu. Isso não é bom, pra ser honesta, é péssimo. Fazer o que se não tenho condições de comprar o meu lar doce lar? Não posso reclamar, podia ter feito isso antes, mas optei por não ter. E assim vou convivendo e vivendo como posso. Sou assim, não é um lamento, só um desabafo pra quem passa por aqui possa entender o quem sou e o que sou. Sou feliz assim, do meu jeito.
O motivo desse lamento desabafo repousa dentro de dois closets, os quais estão super lotados e revirados. Se não desfaço agora, posso fazer um outro dia, numa outra época para não causar impacto no cérebro...hahaha.
Com toda essa parafernalha junta, a maioria, senão todas as minhas amigas, conhecidas e colegas dizem que não tenho roupa decente, e cada peça que caio dentro é uma feiúra aos olhos de todas e todos. Gosto sei que é difícil, eu respeito, mas não consigo nem posso mudar o meu pra agradar os gregos e troianos, fazer o quê?
bagunça completa...e ainda tem muito mais que o mostrado aqui...hahaha
Um dos looks que foi tema de grande discórdia foi a saia de duas cores com taxinhas nas laterais. A blusa também fez parte do pacote para o horror da galera. Engraçado como causou refutação, olhares de desapravação total, acompanhadas de palavras por algumas mais sinceras do tipo esse conjunto completo também deve ir para doação. Ando causando o verdadeiro terror aos olhos dos conhecidos com meu modo de vestir. Foi comentário bapho podre na mesa de bar. Até a minha bolsa de zebra entrou na lista do impacto do mal gosto fashion. 
saia: verde na frente e jeans atrás..... blusa malha na frente e renda atrás.
Aliás, nunca me lembro de ter vestido algum dia e recebido um comentário de aprovação, pois há sempre o defeito na peça de baixo ou de cima, no sapato, na bolsa ou no cinto...sem falar no cabelo...e outras tantas coisas mais.
O bom de tudo isso é que acho graça, me faz rir, não me importo. E mesmo assim continuo a folear mais e mais as revistas e blogs de moda, onde acabo me divertindo com esse gosto desajeitado, baranga e duvidoso que tenho de ser e viver. O dilema desse blog, para quem repara é vivendo do meu jeito. E daí?

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